Na terça-feira, 30 de outubro, um bar localizado na Mooca, em São Paulo, foi interditado pela Vigilância Sanitária após uma operação conjunta com a Polícia Civil. O proprietário do estabelecimento foi levado à delegacia para prestar depoimento e afirmou que não tinha conhecimento de irregularidades, incluindo a possibilidade de vendas de bebidas adulteradas. Ele declarou que não sabia se a vodka vendida era falsa e garantiu que nunca havia adquirido esse tipo de produto.
A interdição do bar faz parte de uma investigação mais ampla sobre a venda de bebidas alcoólicas adulteradas, especialmente aquelas que contêm metanol, uma substância tóxica que pode causar intoxicação grave e até a morte. Durante a ação, foram apreendidas várias garrafas de bebidas destiladas. As autoridades estão apurando se as bebidas comercializadas no local estão relacionadas a mortes suspeitas por intoxicação em São Paulo. A Secretaria Estadual da Saúde confirmou a interdição e informou que o bar poderá enfrentar um processo administrativo, com possíveis multas ou novas interdições.
Em uma coletiva de imprensa realizada no mesmo dia, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, revelou que cinco mortes suspeitas de intoxicação por bebidas adulteradas já foram registradas, sendo uma delas confirmada e quatro sob investigação. Ao todo, o estado conta com 22 casos de intoxicação relacionados, dos quais 17 ainda estão sendo apurados. O governador informou que o primeiro caso suspeito foi notificado no dia 1º de outubro e descartou qualquer envolvimento de organizações criminosas, como o PCC, na venda de bebidas falsificadas.
O metanol é um líquido inflamável e incolor, utilizado em diversas indústrias, como a de combustíveis e plásticos. No entanto, sua ingestão pode ser extremamente perigosa, levando a sérias consequências à saúde, incluindo a morte, mesmo em pequenas doses.
Diante dessa situação, o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo emitiu um alerta sobre os riscos de intoxicação por bebidas alcoólicas adulteradas. O órgão está investigando casos recentes em que a substância foi encontrada em destilados consumidos, especialmente por jovens adultos.
Além disso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública fez uma recomendação urgente a todos os estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas. O documento alerta para sinais de adulteração, como lacres danificados, erros na impressão dos rótulos e preços significativamente baixos. Também foram destacados sintomas como visão turva, dor de cabeça e náusea, que devem ser considerados como possíveis sinais de intoxicação.
































