Um ciclone extratropical está se formando e deve causar chuvas intensas em várias regiões do Brasil, conforme informou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão é de que os Estados de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro sejam os mais afetados. Já o Rio Grande do Sul e o Espírito Santo devem enfrentar impactos mais leves.
A formação do ciclone teve início na sexta-feira, quando uma área de baixa pressão se deslocou do Paraguai em direção ao Sudeste do país. Ao longo do fim de semana, esse sistema avançará para o Oceano Atlântico, onde se aprofundará e seguirá para o Sul.
Embora esse tipo de sistema meteorológico seja comum no outono e no inverno, este é o terceiro ciclone a ser registrado em 2026. De acordo com especialistas, o ciclone deve se tornar mais estruturado entre sábado e domingo, mas não deverá ser tão intenso quanto os anteriores.
As previsões indicam que as chuvas devem ser frequentes e, em alguns locais, muito fortes. Estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso do Sul estão sob alerta. Em áreas como a Serra da Mantiqueira, os acumulados de chuva podem ultrapassar 100 milímetros, enquanto no litoral paulista, os volumes podem chegar a mais de 60 milímetros. O Inmet também advertiu sobre riscos de alagamentos, enxurradas, deslizamentos e queda de granizo, especialmente em áreas urbanas e com relevo acidentado.
Na cidade de São Paulo, a sexta-feira pode ser marcada por tempestades, com a possibilidade de granizo em grande parte do Estado e especialmente no Triângulo Mineiro, em Minas Gerais. No sábado, as chuvas mais intensas devem se concentrar entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, onde os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros em apenas 24 horas. Há também previsões de tempestades localizadas nas regiões do norte de Santa Catarina, leste do Paraná e sul de São Paulo.
Após o fim de semana, a instabilidade no clima deve continuar. Um boletim de meteorologia sinaliza que, no início da próxima semana, o ciclone ainda poderá influenciar o tempo, favorecendo a formação de um canal de umidade entre o Espírito Santo e o Mato Grosso. Isso pode levar à formação de uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul, mantendo as chuvas ativas no início de fevereiro.
Entre os dias 2 e 3 de fevereiro, uma nova área de baixa pressão deve se deslocar do Paraguai em direção ao Paraná e a São Paulo. Embora esse sistema não deva se transformar em ciclone, ele deve reforçar a instabilidade nas regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, resultando em novas chuvas fortes, tempestades localizadas, raios e rajadas de vento. Apesar do alerta para temporais, não há expectativas de ventos fortes contínuos associados ao ciclone, embora rajadas mais intensas possam ocorrer durante as tempestades.