A carteira de trabalho digital se firmou como o principal documento para registro profissional no Brasil, substituindo a tradicional carteira física. Desde 2019, foram emitidas mais de 77 milhões de carteiras digitais, enquanto apenas cerca de 5,4 milhões de carteiras físicas foram emitidas. Isso demonstra uma mudança significativa na forma como os brasileiros gerenciam suas informações de trabalho.
A carteira de trabalho digital, também conhecida como CTPS digital, permite que trabalhadores acessem seus contratos, histórico de vínculos e dados salariais diretamente pelo celular ou computador. Essa inovação não só simplificou o acesso às informações trabalhistas, mas também alterou a dinâmica entre trabalhadores, empresas e governo, tornando os processos mais eficientes.
Entre 2019 e 2024, o avanço da carteira digital acompanhou a digitalização dos serviços públicos. A adoção desse modelo trouxe como principal identificação do trabalhador o CPF, facilitando o reconhecimento nas contratações formais. Com a carteira digital, é possível consultar vínculos empregatícios, acompanhar salários e acessar registros enviados pelas empresas ao sistema eSocial, além de utilizar o CPF para identificação em serviços como seguro-desemprego e abono salarial.
Com a digitalização, a carteira física deixou de ser obrigatória em muitas situações. Atualmente, o CPF é utilizado como um identificador único, e as empresas realizam registros diretamente no eSocial. As anotações e consultas podem ser feitas online, eliminando a necessidade de atendimento presencial. Isso resultou em um histórico profissional mais completo e atualizado.
Embora a carteira digital tenha substituído quase totalmente a versão física desde 2019, a versão física ainda pode ser necessária em casos específicos, como para comprovar vínculos antigos ou em situações administrativas pontuais. No entanto, esses casos têm se tornado cada vez mais raros.
O acesso à carteira de trabalho digital pode ser feito de duas maneiras: por meio de um aplicativo ou pelo portal Gov.br. Para usar o aplicativo, basta baixá-lo, fazer login com uma conta Gov.br e consultar as informações desejadas. A versão online oferece a mesma funcionalidade.
Os registros na carteira digital são feitos pelas empresas através do eSocial, que inclui informações como admissões, alterações contratuais e desligamentos. Caso haja erros nos dados pessoais, o trabalhador deve corrigir as informações nos órgãos competentes, como a Receita Federal, antes que as atualizações apareçam na carteira digital. Para correções relacionadas a dados trabalhistas, como cargos ou salários, o trabalhador deve solicitar ao empregador a correção.
A digitalização trouxe benefícios tanto para os trabalhadores quanto para as empresas. Os trabalhadores podem monitorar sua vida profissional em tempo real, sem precisar se deslocar, enquanto as empresas se beneficiam da redução de burocracia e da maior agilidade nos processos de admissão.
Desde 2019, a emissão da carteira física só ocorre em situações excepcionais, reforçando a carteira digital como o padrão nacional de registro profissional. Essa mudança representa um avanço significativo na forma como os brasileiros gerenciam suas informações trabalhistas, oferecendo mais rapidez e integração tecnológica.
































