Francisco Elivaldo de Sousa, conhecido como Eli Sousa, proprietário do “Jornal Impacto”, foi preso preventivamente em sua residência em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A prisão ocorreu durante uma operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta quarta-feira, 21 de outubro. A ação também resultou na detenção de outras três pessoas e incluiu o cumprimento de seis mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Terenos e Rio Negro.
As operações, denominadas Collusion e Simulatum, investigam uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes em licitações e contratos públicos relacionados a serviços gráficos, publicidade e locação de equipamentos de som, firmados com a Prefeitura e a Câmara Municipal de Terenos desde 2021. A defesa de Eli Sousa não se manifestou até o momento sobre as acusações apresentadas.
Na capital, as equipes do Gaeco realizaram buscas em dois endereços relacionados a Eli Sousa, incluindo sua residência e um local comercial, ambos situados na mesma rua no Bairro Carandá Bosque. Durante a operação, os agentes examinaram um sobrado onde o empresário reside e outro imóvel próximo, que é apontado como a sede do “Jornal Impacto”. Este segundo edifício está em processo de ampliação e possui uma placa que anuncia as “Futuras instalações da Dakila Comunicações”, uma marca associada a Urandir Fernandes, um conhecido ufólogo.
Eli Sousa foi levado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro Especializado de Polícia Integrada (Cepol) de Campo Grande. Além dele, também foram detidos Antônio Henrique Campos Ribeiro, Walison Macedo Milhome e Leandro de Souza Ramos. Não foram divulgados detalhes sobre a natureza das prisões dos outros envolvidos, se são preventivas ou temporárias.
A Operação Collusion investiga crimes contra a administração pública, com foco em fraudes em licitações e contratos públicos relacionados a serviços gráficos em Terenos. A Operação Simulatum, por sua vez, apura fraudes em contratos de publicidade e locação de som também com a Câmara Municipal de Terenos, desde 2021. O nome “Collusion” se refere a conluio, ou seja, acordos ilícitos entre os investigados para fraudar contratos públicos. Já “Simulatum” indica a simulação de competição entre os envolvidos para a prática dos crimes.
Após a prisão, a defesa de Eli Sousa optou por não comentar publicamente. Contudo, o advogado Renan Augusto Vieira, que se identificou como representante do “Jornal Impacto”, afirmou que ainda não teve acesso aos mandados e que se manifestará após analisar os documentos. Ele também esclareceu que Urandir Fernandes não é alvo da investigação. O advogado Danilo Catalunga, que representa Urandir em outros processos, também confirmou que o ufólogo não está envolvido na operação e desconhece o caso em Campo Grande.
O espaço permanece aberto para que as defesas dos outros detidos possam se manifestar sobre a situação.
































