Na manhã desta sexta-feira, 11 de agosto, os índices futuros de Wall Street apresentam um desempenho positivo, mesmo após a China ter elevado as tarifas sobre importações dos Estados Unidos para 125%. Essa decisão é uma retaliação à medida do presidente americano, Donald Trump, que anunciou uma sobretaxa de 145% sobre produtos chineses. Por volta das 8h15, o Dow Jones Futuro registrava alta de 0,6%, o S&P Futuro subia 0,7%, e o Nasdaq Futuro apresentava aumento de 0,77%.
O otimismo no mercado é impulsionado pela expectativa de um possível acordo comercial entre a Casa Branca e a União Europeia. O porta-voz da Comissão Europeia para Comércio, Ollof Gill, afirmou que o comissário Maroš Šefčovič viajará a Washington na próxima segunda-feira, 14 de agosto, para discutir um possível acordo com autoridades americanas.
“Mantemos nossa oferta de eliminar tarifas, reduzindo-as a zero aos nossos amigos americanos”, declarou Gill, reiterando a proposta apresentada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A disposição dos europeus para negociar aumentou após Trump prorrogar por noventa dias a suspensão das sobretaxas implementadas em 2 de abril, que impunham tarifas recíprocas a seus parceiros comerciais. A União Europeia enfrentaria uma tarifa de 20%.
Apesar das esperanças em torno da viagem de Šefčovič, os mercados europeus não acompanharam a tendência positiva. As principais bolsas do continente registravam quedas nesta sexta-feira: o DAX da Bolsa de Frankfurt recuava 1,61%, o CAC 40 da Bolsa francesa apresentava uma perda de 0,66%, e o índice Stoxx 600, que inclui as 600 ações mais negociadas na Europa, mostrava uma leve queda de 0,01%.
































