O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, apresenta alta nesta segunda-feira, dia 2, mesmo com a queda significativa das ações da Petrobras. O aumento do índice é impulsionado principalmente pelo desempenho positivo da Vale e do setor bancário. Por volta das 10h30, o Ibovespa registrava uma alta de 0,66%, alcançando 182.568 pontos.
O dólar também teve uma leve alta de 0,3%, sendo cotado a R$ 5,26, reflexo da valorização da moeda americana no mercado global. As ações da Petrobras, no entanto, enfrentam uma forte desvalorização. As ações preferenciais (PETR4) caíam 2,7%, enquanto as ações ordinárias (PETR3) recuavam 2,85%. Essa queda está relacionada à forte redução nos preços do petróleo no mercado internacional, que registram a maior baixa em mais de seis meses. Os preços do petróleo caíram quase 5% após a diminuição das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã. Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que o Irã estaria “conversando seriamente” com Washington, o que diminuiu os temores de um confronto militar na região e fez com que os investidores ajustassem suas expectativas em relação ao preço do petróleo.
Além disso, a valorização do dólar também impacta os preços do petróleo, já que a commodity é negociada na moeda americana e, portanto, se torna mais cara para compradores que utilizam outras moedas, afetando a demanda global.
Por outro lado, as ações da Vale apresentaram um avanço de cerca de 1,5%, contribuindo para a sustentação do índice. As ações de grandes bancos também mostraram desempenho positivo, com destaque para o Itaú, que registrou um ganho de 1%. Bradesco e Santander tiveram uma valorização de 1,1%, enquanto o BTG Pactual teve uma alta de 1,6%.
No cenário internacional, os preços do ouro e da prata continuam a cair, após um período de valorização acentuada na sexta-feira. Essa tendência foi influenciada pela indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Essa nomeação é vista pelos investidores como um indicativo de uma política monetária mais rigorosa, o que fortalece o dólar e diminui a atratividade dos metais preciosos, que costumam ser procurados em tempos de incerteza econômica.